Reunidos neste ajuntamento...

Este é um espaço de liberdade. De expressão. Espaço onde se juntam impressões e, eventualmente, algumas trangressões. Um espaço onde palavras e imagens se possam traduzir em um grande ajuntamento.


Sexta-feira, Agosto 01, 2008

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L

É isso... não estamos sós em nossos lamentos em relação ao que a religião instituicional (ou não) vem sendo transformada. Vida inteligente (ainda) existe entre o povo cristão, bem como sensibilidade, coragem e paixão.

Gerson é desses caras difíceis de serem vistos por aí. Impossível não enxergá-lo, porque ele é muito alto. Mas enxergar é diferente de ver e, olhando de perto, o que se vê não é um religioso ferrenho, preso a idéias nas quais ninguém (nem ele mesmo) acredita. Gerson é um cara comum. Cheio de sonhos. Graças a Deus, muitos ele faz virar verdade, o que acaba por colocar nas mãos da gente coisas maravilhosas, como os CDs que ele grava...

Se não bastasse uma voz linda e um jeito para a música para lá de talentoso e competente, Gerson é escritor dos bons. Pega na pena e o que sai é lindo. Diz o que queremos dizer de um jeito que é só dele, mas que é de todos nós.

O mais importante pra mim, no entanto, é que ele vive o que fala. Tem uma família linda, é amigo carinhoso e fiel, cuida da gente como pastor e tem conversa leve, saudável, que enriquece. E ainda por cima é padrinho de uma das minhas filhas.

Quem lê o texto abaixo (publicado no portal Cristianismo Criativo: vida inteligente entre os artistas cristãos!) e esteve no Sarau da Comuna, promovido por ele na igreja na semana passada e já em sua segunda edição, sabe disso. O sarau é um espaço de liberdade, de expressão artística sem amarras, de comunhão verdadeira. O que a gente vive lá é a vida de cada um, a vida de todo dia, com dificuldades, alegrias. Só que compartilhada, vida em comunhão.

Pois bem, ontem mesmo estava traduzindo um texto do John Maxwell onde ele diz exatamente que a gente não pode sair por aí falando de coisas e defendendo idéias que não vive. É isso. Gerson defende a arte e a cultura no ambiente cristão. E, mais do que defendê-las com palavras pontuais, é capaz de vivê-las em sua mais bela e intrínseca essência e valor, por onde quer que passe. Coerência. Na vida e no coração. E, como ele mesmo diz, é de coração.

Não tem como não parafrasear... Não, não sou eu que entendo de palavras. É a palavra de gente como o Gerson que me entende e me resolve, me explica...

--- O texto do Gerson ---

ERA PARA EU ESCREVER SOBRE GUIMARÃES ROSA

Por Gérson Borges
21 de julho de 2008

A pauta estava combinada, tudo certo, tintin por tintin, deadline e tudo: era para eu escrever sobre Guimarães Rosa, sobre o centenário do escritor mineiro, esse gênio das palavras, autor de Sagarana (1946), passando por Corpo de Baile (1954), Primeiras Estórias (1962) e Tutaméia - Terceiras Estórias (1967) e do clássico Grande Sertão: Veredas (1956), o mais importante de seus livros e único romance.


Era para eu explorar um "cadinho" da grandeza de Grande Sertão, como a Bíblia, um livro comentado demais, lido de menos; como a Bíblia, cercado de divergentes exegetas, mas tão pouco comido por leitores famintos (Ezequiel 3.3); como a Bíblia, um livro-espelho: a gente se vê no que lê o tempo todo; como a Bíblia, um texto que não se explica mas nos explica. Sobre isso, aliás, a frase de Paulo Mendes Campos, mineiro como Rosa, poeta maravilhoso como Rosa, é definitiva: “não sou eu que entendo a poesia. É a poesia que me entende e me resolve, me explica”. Explicar Grande Sertão só não é mais difícil do que explicar as Escrituras Sagradas. Tento, quero, me aplico a tal tarefa, mas não dou conta. Eu só digo como o Salmista: “Como eu amo a tua Lei!" e fico (e convido minha congregação a entrar) na minha. Era para eu destacar a maravilha de descobrir a influência dos Pais da Igreja, dos Místicos Cristãos sobre o escritor de Cordisburgo – desde Agostinho até A Imitação de Cristo e Meister Ekhart, muitos deles estão fortemente presentes na obra de Guimarães Rosa, descoberta que devo ao maravilhoso livro de Heloísa Araújo, diplomata erudita, doutora em literatura por Cambridge (Editora Mandarim, 1996), com "O roteiro de Deus". Nesse texto, um estudo delicioso e cheio do zelo de um verdadeiro pesquisador, a autora compara trechos de Grande Sertão com Tomás de Aquino e outros doutores teológicos e, deliciosamente, revela que a biblioteca de Rosa estava cheio dessas obras cristãs, clássicos da espiritualidade e da teologia. Era para eu conversar sobre isso, mas quero falar sobre mim, sobre o meu grande sertão interior.

Ando triste com o desprezo que a igreja evangélica (ainda) tem da Cultura.

Aliás, duas posturas são as mais comuns: ou demonizamos a Cultura ou a idolatramos. Exemplo número um: samba é música do mundo, frevo é dança do diabo, Festa Junina é coisa pagã. Vixe! Exemplo número dois: música boa é música de hinário (herdado de missionários americanos, inglesas ou suecos). Dança? Que dança Festa cristã é o Natal! Ando triste com esse mentalidade de gueto, que exclui o gozo e a apreciação da Graça Comum (conceito teológico do protestantismo, primariamente em círculos calvinistas ou reformados, que se refere à graça de Deus, que é comum a toda a humanidade.

Ela é comum porque seus benefícios se estendem a todos os seres humanos sem distinção). É por isso que choro ouvindo Chico Buarque, assistindo ao Cine Paradiso, lendo Graciliano Ramos. É por isso que afirmo haver mais profecia em certos poetas do que em muitos profetas... Ando triste porque o trabalho pastoral, que era pra ser "um dos últimos lugares onde se pode exercitar a criatividade" (Eugene Peterson) tem se transformado em mera gestão de um negócios religioso: dar entretenimento banal a gente superficial. Outro dia, perdi o controle e não consegui segurar a onda e as pontas. Era uma reunião de jovens e eu falava/cantava sobre ...espiritualidade! A conversa e a desatenção era tão irritante ou eu estou mesmo estressado ou as duas coisas juntos – o mais provável – que parei no meio, desisti, encerrei a apresentação/ministração. Tenho vinte anos de labuta e nunca havia feito tal coisa. Fiquei mal. Perdi o sono. Implorei ao Fabrício, meu amigo pastor, meu anfitrião, que perdoasse o meu gesto rude e intolerante. Fiz uma crise: o que as pessoas fazem com o que ofereço a elas com minha poesia e profecia? Qual o sentido de fazer o que faço como poeta e pastor? Continuo com a conversa de gueto ou, como Paulo em Atenas, abro a boca e digo: "É como disseram vossos poetas!" (Atos 17)?

Era para eu escrever sobre Guimarães Rosa, que disse: "O sertão é dentro da gente". É, caro Rosa, ser pastor é SER–TÃO... ser tão solitário, ser tão tentado, ser tão relações–públicas, ser tão incompreendido, ser tão idolatrado, ser tão (des)respeitado, ser tão assediado, ser tão (des)mascarado, ser tão humano, ser tão limitado, ser tão apaixonado pelas pessoas, ser tão consumido pelas pessoas, ser tão parecido com as pessoas, ser tão ...gente! Era para eu escrever sobre você Rosa – sua busca espiritual. Acabei escrevendo sobre mim e minha crise pessoal. Sinto muito.

Gerson Borges, 39, carioca, há 11 anos radicado em São Bernardo do Campo, ABCD paulista, casado com Rosana Márcia e pai de Bernardo e Pablo é pastoetador – pastor, poeta e educador - e está preparando um novo CD "Cantoria de Viola", sobre o mundo do cordel, da viola nordestina e caipira, sobre a arte de cantar.

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Novos ares

Mudar dá trabalho. É difícil. Mexe com toda a poeira depositada em cada um dos cantos da nossa casa e do nosso eu. Desafia as crenças mais profundas e transforma em verdades as idéias mais insanas. Mudar é um chamado para o qual, mesmo sabendo que não é possível dizer não, torcemos o nariz.

Vou mudar de casa. De cidade. De estado. Levo comigo o marido, as filhas, as tralhas e os livros. A parte mais difícil da mudança, os livros. Caixas, caixas e mais caixas. E outras caixas mais. Fico tentando separar alguns para doação. Não adianta. Sou mais apegada neles que nas minhas roupas e bibelôs.

Na cidade nova, quero uma casa com janelas bem grandes, arejada, onde o sol possa entrar. Quero um quintalzinho que seja, para as crianças brincarem, com gramado e um cantinho onde possa plantar meus temperos. Se possível, um canto um pouco maior, para o pé de jasmim manga. Quero um quarto de hóspedes para receber família e amigos. Quero ares de férias e de carnaval. Aqueles da infância, que a gente não esquece jamais.

Praia de Piratininga, Niterói - foto de Diego Antonello
Disponível em http://farm4.static.flickr.com/3021/2552371250_ee6d1e3bca.jpg?v=0

Quero vizinhança tranqüila, proximidade com o mar e uma padaria na esquina. Uma boa escola para as meninas e rua arborizada. Quero serviços de delivery de comida chinesa e pizza, um posto de gasolina por perto e um McDonald's pela redondeza, para a incursão semanal das meninas no mundo da trash food.

Vou mudar de vida. De ares e de rotina. Criar um dia-a-dia novo, mais de acordo com meus ideais. Rotina de serviço público, em universidade federal e na área para a qual me dediquei na última década e meia. E me sinto para lá de privilegiada por poder fazer isso. Pela primeira vez na vida vou ser remunerada e desafiada a fazer o que mais gosto - estudar. E tenho por obrigação passar tudo o que aprender adiante, da melhor maneira possível.

Vou mudar de amigos. Sem abandonar espiritualmente os antigos, vou em busca de novos. Novas pessoas, nova comunidade, novas discussões, novas reflexões. Novos questionamentos, novas alegrias. Sonhos novos. Novas conquistas.

MAC de Niterói, com o Rio ao fundo - foto de Tadeu Vilani
Disponível em http://img.olhares.com/data/big/107/1075978.jpg

Vêm comigo as crianças, cujos sonhos (que sejam muitos!) estão nascendo. Que Deus nos acompanhe nos novos caminhos e segure em nossa mão. Que não permita que nos acomodemos em nossas poltronas, lendo o jornal. Que nos leve adiante, em busca de dias melhores, na mudança mais desafiadora e, ao mesmo tempo, serena de nossas vidas...

Ah... no quintalzinho da nossa casa nova, que a gente possa ver a lua brilhando bem alto lá no céu.



Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

(Fernando Pessoa, Ricardo Reis)

Terça-feira, Julho 22, 2008

Arte, beleza e verdade

"A beleza é verdade, a verdade é beleza" (John Keats)


Platão (em Fédon) dizia que "a origem de toda a beleza é uma beleza que, por sua própria presença, torna bela as coisas que chamamos de belas, seja qual for a maneira pela qual o contato se estabeleça".

Fico pensando na importância de que o contato se estabeleça pela verdade. Porque a falta dela destrói qualquer manifestação de beleza. Sua presença, por outro lado, torna belas as coisas mais simples, mais singelas e mais genuínas.

Uma lágrima derramada pela verdade, mesmo quando triste, é bela. Um sorriso mentiroso perde toda a beleza. E a arte, quando carregada de verdade, é bela, venha de um Swarovski ou do nanquim.


Outra beleza

(Félix Ventura)

Minha beleza não é perfeita,
nem é pouca, nem muito exata.
Tem cara de gente amanhecendo,
correndo pelo sustento.

Minha beleza inspira, expira,
por vezes perde a validade
prestando contas à verdade do espelho.
Vejo não ser aquilo que vejo.

Minha beleza escorre dos dedos
segredos não ditos aos olhos nus,
Quisera eu uma cruz mais bela
que aquela que carrego escondida.

Minha beleza foi de sacola à feira
e nada comprou, roubaram-lhe a carteira.
Voltou faminta, fazia tempo não comia,
roubou lá uns farelos para não cair em anemia.

Minha beleza, outra beleza,
passou por baixo da catraca,
sentou-se à janela do ônibus,
conformou-se com o trânsito, adormeceu.

Quinta-feira, Março 27, 2008

Antes do pôr-do-sol


Queria escrever algo sobre o filme Before Sunset, mas Marcelo Costa já escreveu com maestria...
e então eu extrai de http://www.screamyell.com.br/cinemadois/beforesunrise.html.


Antes do Pôr-do-Sol
por Marcelo Costa
Fotos - Emilie de la Hosseraye / Divulgação

maccosta@hotmail.com
25/10/2004
O amor é a coisa mais complicada do mundo. Tudo mundo acha que é simples, porém, não é. Também não existe fórmula matemática. Para viver o amor em sua forma mais perfeita é preciso, apenas, amar. O problema é que o amor não é uma via de mão única. Existe, na grande maioria das vezes, um relacionamento. As escalas de sentimentos entre pessoas que se amam é que são as responsáveis por complicar tudo (e tornar tudo divertido também). Não é possível quantificar, medir, imaginar o tamanho de um amor. Basta amar. As diferenças entre o que uma pessoa sente por outra, e vice-versa, é que dão o tom do relacionamento. Ou seja: o relacionamento perfeito só acontece quando as duas pessoas estão exatamente na mesma sintonia. Vamos lá, aceite, isso é muuuuuuito raro.

Se na vida real, viver o amor é lidar com extremos, no cinema não poderia ser muito diferente. Filmar o amor é trafegar entre o piegas e o grosseiro. Existem filmes fofinhos demais. Existem filmes que falam de amor com um certo rancor. E existem alguns poucos filmes que conseguem trafegar na linha fina que separa a perfeição da obviedade. É exatamente nesta linha fina que trafega o diretor Richard Linklater com Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset), pseudo continuação do fofo e cult Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 1995).

Porém, para se falar de Antes do Pôr-do-Sol, é necessário voltar no tempo, lá pelos idos de 1995, antes que uma noite em Viena entrasse para a história de dois jovens: a francesa Céline (Julie Delpy) e o americano Jesse (Ethan Hawke). Naquela época, retratada com delicadeza em Antes do Amanhecer, Jesse estava curtindo férias na Europa, e, em um trem, conhece Céline. Os dois conversam, descem do trem para passear em Viena, passam a noite juntos e... acabam se apaixonando. Na hora de ir embora, marcam um novo encontro: seis meses depois, no mesmo local, eles voltariam a se ver. Eles nem trocam nomes, nem telefones. Jesse volta para os Estados Unidos, Céline volta para a França e... o filme acaba. Antes do Amanhecer é um típico filme adolescente, daquela fase em que todo mundo ama sem, ao certo, saber o que é o amor, porém, acreditando ser para sempre (e, na maioria das vezes, é). Registra o encontro de algo que, na verdade, não se encontra: é apenas o acaso pedindo uma chance para se transformar em realidade. Sua beleza reside no perfeito retrato da inocência juvenil e no carisma do casal Julie Delpy e Ethan Hawke. Antes do Amanhecer é uma pequena obra-prima sobre romance juvenil, em todos os seus detalhes.

Quando Richard Linklater anunciou o projeto Antes do Pôr-do-Sol, um receio surgiu. Como manter a beleza, a inocência e a verossimilhança da história original sem tender ao pastiche, a autocópia e a pieguice? Será que Linklater irá conseguir reeditar a aura de seu primeiro filme? Como vão se portar Ethan Hawke e Julie Delpy após tantos anos, tendo trabalhado em diversos outros projetos até retornar ao ponto original de suas trajetórias como Jesse e Céline? Um suspiro de leveza: Antes do Pôr-do-Sol é sóbrio, inteligente, honesto e, acredite, inocente. Linklater, Delpy e Hawke (os três assinam o roteiro) precisaram apenas de 15 dias e US$ 10 milhões (uma ninharia em se tratando de cinema) para contar a história de Céline e Jesse nove anos depois da noite de luar passada em Viena. Será que eles ficaram juntos? Será que casaram? Será que ambos se transformaram em pessoas totalmente diferentes uma da outra? Céline foi aos EUA? Jesse foi para a França? O que aconteceu com a vida de nosso casal romântico? Mais perguntas.

O argumento central de Antes do Pôr-do-Sol é simples. Jesse está em Paris, última escala da turnê de divulgação de seu novo livro, que conta a história de um rapaz que conhece uma francesa em um trem e passa uma noite inesquecível ao seu lado. Uma repórter, francesa, pergunta: "Essa noite aconteceu?". Ele responde. "Isso não importa". Ela insiste. "Mas aconteceu?". Ele reluta, mas confirma. Na pequena e charmosa livraria, em um canto, Céline observa a cena. O reencontro do casal põe fim a todas as perguntas acima, desde as críticas (sim, o diretor consegue reeditar a magia do primeiro filme) até as cinematográficas (não vou estragar o prazer de sua descoberta na sala de cinema, leitor).

Céline e Jesse caminham juntos, agora, pelas ruas de Paris. A câmera segue os dois protagonistas por uma das cidades mais belas do mundo. É possível, de cara, perceber que o tom da conversa mudou. Como diria outro, com 20 anos todo mundo quer mudar o mundo. Com 30, a gente reluta em mudar os móveis de lugar dentro de casa. Naturalmente, ao tom sonhador do primeiro filme são adicionadas as experiências dos protagonistas e uma certa melancolia. O filme se passa no tempo real de um passeio pela capital francesa, e tudo é centrado nos diálogos do casal. Em cerca de 80 minutos, Céline e Jesse relembram histórias da noite em Viena, desvendam o obscuro dos nove anos, exibem a mesma inocência (agora, claro, ferida pela amargura, afinal, viver é acumular tristezas) e conquistam o telespectador, impossibilitando o abandono da trama antes que ela seja concluída.

A rigor, por mais antagônico que pareça, Antes do Pôr-do-Sol é muito mais simples do que Antes do Amanhecer. A teoria reforça o antagonismo, pois é como se o diretor tivesse jogado a fábula romântica de seu primeiro filme dentro do liquidificador filosófico do desenho Waking Life, que, por sinal, traz o casal Céline e Jesse teorizando o mundo em uma cama. Porém, na prática, é um flagra do momento em que o amor caminha na linha fina da perfeição. É como se Linklater tivesse feito o primeiro filme como um simples objeto para chegar a este. O resultado é um filme tocante, comovente, sincero. Sobretudo, belo e simples, como o amor. Como o amor.

Quinta-feira, Março 20, 2008

Igor Mitoraj outra vez...


É bem difícil não se deixar impressionar pela beleza e delicadeza da obra de Igor Mitoraj. Vista bem de perto, então, fica ainda melhor.

Neste mês de março, várias das peças do escultor estão no Passeio do Prado, em Madrid. São lindas. Enormes, intrigantes, tocantes. Carregadas de uma força incrível.